Atualizado 2026-07-25 · 2 min de leitura
Quase todas as demonstrações se parecem: alguém escreve «queria marcar consulta» e o assistente responde na perfeição. Isso não lhe diz nada de útil, porque o dia a dia de uma clínica não são mensagens perfeitas.
Estas são as perguntas que separam um produto pensado para clínicas de uma camada de conversa genérica.
Sobre a agenda
Trabalha com a agenda real de cada médico, incluindo que tratamentos faz cada um e os seus horários? Podem duas consultas do mesmo médico sobrepor-se alguma vez, mesmo com duas pessoas a escrever ao mesmo tempo?
O que acontece se a hora que ofereceu ficar ocupada enquanto o paciente decide? A resposta correta é que o deteta e oferece outra, nunca que confirma uma consulta que não existe.
Sobre a memória (é aqui que se vê a diferença)
Sabe que um mesmo telefone pode ser de uma família inteira, ou cria uma única ficha e mistura os históricos? Numa clínica dentária isto não é um pormenor.
Consegue avisar da revisão consoante o tratamento que o paciente fez, ou só com um prazo único para todos?
Faz seguimento dos orçamentos que ficaram parados? Quantas vezes escreve antes de parar?
Sobre os limites
O que tem proibido fazer? Se não houver uma resposta clara e por escrito sobre sintomas, diagnóstico e medicação, é mau sinal.
O que acontece quando um paciente pede para falar com uma pessoa? Posso pausá-lo numa conversa concreta sem o desligar todo?
Guarda informação clínica em algum sítio? A resposta que quer ouvir é que não, e que isso vive no seu software de gestão.
Sobre dados e saídas
Onde estão alojados os dados? Quem os trata e com que contrato?
Posso exportar os meus pacientes e o meu histórico quando quiser, sem pedir autorização? Se não puder sair, não está a escolher: está a entrar.
Fica registo do que o sistema fez e quando? Sem rasto não há forma de rever um problema.