Atualizado 2026-07-25 · 2 min de leitura
Quase todas as clínicas dentárias usam WhatsApp com os seus pacientes porque é o que as pessoas usam. O problema não é o canal: é que por esse canal acaba a circular informação que não devia.
Este artigo dá orientação geral para pensar o tema com critério. Não é aconselhamento jurídico: para o seu caso concreto e o seu país, consulte um profissional.
A distinção que ordena tudo
Há informação de agenda — quem é, o telefone, que consulta tem e quando — e há informação clínica: o que tem, que medicação toma, os antecedentes, radiografias.
A primeira precisa de cuidado normal. A segunda pertence a uma categoria especialmente protegida e o seu lugar é o processo clínico, dentro do software de gestão da clínica. Não uma conversa.
O que convém evitar por mensagem
Comentar o estado ou o tratamento de um paciente por escrito, ainda que seja para o tranquilizar.
Pedir antecedentes, alergias ou medicação por conversa. Se o paciente os enviar por sua iniciativa, o razoável é agradecer e dizer que se tratará em consulta — não transformá-lo numa ficha.
Enviar orçamentos detalhados ou radiografias por mensagem.
Grupos de WhatsApp com pacientes, onde todos veem o telefone de todos.
Bons hábitos que custam pouco
Que cada pessoa da equipa tenha o seu próprio acesso, com permissões conforme o seu papel, em vez de um telemóvel partilhado sem controlo.
Ter claro quem pode ver o quê, e que fique registo das ações importantes.
Guardar só o necessário para gerir a consulta. Quanto menos se guarda, menos há para proteger.
Respeitar de imediato quem pede para não receber comunicações comerciais, distinguindo-as dos lembretes das suas próprias consultas.
O que perguntar a um fornecedor
Onde estão alojados os dados, com que contrato de tratamento, se os pode exportar quando quiser e se o sistema guarda informação clínica em algum sítio.
Na ClaudIA essa última resposta é não: não há campos para alergias, medicação nem antecedentes, e uma fotografia que um paciente envie nunca se avalia nem se comenta.