Atualizado 2026-09-24 · 5 min de leitura
Quem procura um POS para a sua clínica costuma encontrar duas coisas: uma caixa registadora com ecrã, que cobra bem e não sabe nada da agenda, e um programa de gestão clínica com um módulo de cobrança acrescentado. As duas resolvem a cobrança. O que muda é quantas vezes é preciso escrever o mesmo.
Porque numa clínica a cobrança nunca começa do zero. Antes houve uma consulta, com um paciente, um médico, um tratamento e, muitas vezes, um orçamento aceite. Um POS que não sabe nada disso obriga a escrevê-lo outra vez, e é daí que nascem as cobranças que ninguém registou e as diferenças de sexta-feira.
O que é um POS hoje, e o que já não é preciso comprar
POS quer dizer ponto de venda: o sítio onde se cobra, se entrega o comprovativo e se acerta o dia. Durante anos foi um aparelho com o seu contrato de manutenção. Hoje o que importa é o programa, e o equipamento pode ser um tablet e a impressora de talões que a receção já tenha.
O POS da ClaudIA funciona a partir do navegador em qualquer tablet Android ou iPad, num ecrã tátil de secretária e nos terminais Android com impressora integrada. Instala-se no ecrã principal como uma aplicação e imprime com qualquer impressora que o dispositivo tenha instalada, em papel de 58 ou 80 milímetros.
O que tem de fazer o POS de uma clínica dentária
Esta é a lista que convém ter à frente ao comparar, seja a ClaudIA ou qualquer outro programa:
| O que pedir | Porque importa numa clínica |
|---|---|
| Cobrar a partir da consulta | O paciente, o médico, o tratamento e o preço já lá estão: nada se escreve duas vezes. |
| Vários métodos numa cobrança | Uma parte em dinheiro e outra com cartão é o normal na receção. |
| Não cobrar duas vezes | Se alguém tocar duas vezes, aparece o comprovativo que já saiu, não uma segunda cobrança. |
| Pagamentos por fases | Um tratamento longo paga-se ao longo de meses; o que já foi pago tem de se somar sozinho. |
| Comprovativo com a sua marca | Impresso, por WhatsApp ou por email, com o nome da clínica e não o do programa. |
| Corrigir sem editar | O que foi emitido não se toca: corrige-se com outro documento, e os dois ficam. |
| Fecho com contagem | Com quanto se começou, o que o sistema esperava e o que se contou. |
O tratamento longo, cobrado por fases sem caderno
É o que mais distingue uma clínica dentária de qualquer outro balcão. Um implante ou uma ortodontia orçamentam-se por inteiro e pagam-se por partes durante meses, e a pergunta «quanto é que este paciente já pagou?» costuma acabar num caderno ou na memória de alguém.
Na ClaudIA cada cobrança pode ficar ligada ao seu orçamento. O sistema soma o que foi pago, as devoluções descontam sozinhas e a resposta está na ficha do paciente, ao lado do orçamento e das suas fases. É o mesmo orçamento que a clínica montou por fases e entregou em PDF, e cujo seguimento a ClaudIA faz quando fica parado.
Na receção: a caixa num tablet
Cobrar com o paciente à frente não é o mesmo que fechar a caixa à noite. Para esse momento existe o modo balcão: a mesma caixa em ecrã completo, com mosaicos dos tratamentos, teclado numérico no ecrã e o troco calculado nas cobranças em dinheiro. O comprovativo sai sozinho pela via que a clínica tiver por defeito.
E é a mesma caixa, não outra: a mesma numeração, os mesmos relatórios e o mesmo fecho. O que se cobra no tablet aparece no momento entre os comprovativos do dia.
O cartão, no terminal do seu banco
O POS não o obriga a mudar de banco. O cartão continua a passar no terminal que a clínica já tem; o POS regista essa cobrança com o seu método e acerta-a ao fechar. Não há uma comissão nova por cada cobrança: o POS faz parte da mensalidade fixa da ClaudIA.
Em Espanha, e na sua moeda
Se a sua clínica estiver em Espanha, cada comprovativo sai como fatura simplificada com o número fiscal da clínica e a isenção de IVA da medicina dentária escrita no papel, segundo as regras de faturação espanholas, incluindo o sistema próprio do País Basco. A fatura completa emite-se com os dados do paciente que a pedir, e uma devolução gera a sua retificativa.
Nos outros países, a caixa trabalha com os métodos de pagamento e a moeda do sítio: regista cada cobrança, entrega o comprovativo e fecha o dia. Se a clínica cobrar em duas moedas, cada uma conta-se em separado no fecho, nunca se somam, e fica registada a taxa aplicada em cada pagamento.
Ao fechar, e no fim do mês
Ao abrir o turno regista-se com quanto começa a gaveta. Ao fechar conta-se o dinheiro, escreve-se e a contagem diz se bate certo, método a método. Uma diferença não impede o fecho: fica escrita com a sua nota, que é o que permite ver se se repete. Se o responsável da clínica quiser, o resumo do dia chega-lhe por WhatsApp ao fechar.
No fim do mês, o relatório da caixa fica pronto para o seu contabilista: uma linha por pagamento, com o seu método, a sua moeda e a taxa, se houver. E as receitas do período têm o seu separador nos Relatórios, ao lado da agenda, dos pacientes e dos orçamentos.